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| Comemoração do Título - Foto: Juscelino Filho |
O
campeonato Cearense de 2016 teve o mesmo desfecho que o de 2015: Fortaleza
levantando a taça. Claro, não foi com a mesma emoção de 2015, nem com a mesma
dificuldade, mas foi merecido. O Leão do Pici sagrou-se Bicampeão Cearense,
somando 41 conquistas estaduais.
Nas
vitórias contra o Uniclinic nos últimos dois domingos, 4 a 1 e 1 a 0, o Tricolor
confirmou a regularidade que teve em toda a competição. Mesmo no pior momento
da equipe – quando cai o técnico Flávio Araújo – o Fortaleza esteve entre os
primeiros, jogando um futebol “feijão com arroz” em alguns jogos, mas mostrando
a força que tem. Mas a queda de Flávio é o ponto de disparada do Leão.
A
chegada de Marquinhos Santos, já com o Cearense em andamento, foi fundamental
para a evolução e consolidação do Fortaleza como o melhor time cearense do
primeiro semestre. Mas não foi apenas o resultado que o faz o melhor até aqui,
foi principalmente a forma de jogar, com e sem bola. Marquinhos, que é
conhecido pelo jogo ofensivo de suas equipes, não fez diferente do Pici. Antes,
um time burocrático, jogando pelas laterais e sem grande criatividade – mas que
vencia – para um time que quer a bola, toca de forma consciente e cria muitas
chances de gols. Redescobriu alguns jogadores que só funcionavam esporadicamente
com o Flávio, caso de Jean Mota – um dos melhores jogadores do plantel – e o
Éverton, que passou a ter mais responsabilidades táticas, principalmente na
transição, sendo o elo de ligação entre os setores. O fato é que, mesmo nas derrotas,
como foi contra o Bahia, o Fortaleza mostrou força e, se não fosse sua falta de
perícia para finalizar, teria avançado na Copa do Nordeste.
Voltando
à Final do Cearense, o título ficou em posse de quem o mereceu, não escolheu e
nem subestimou nenhum adversário. O Fortaleza não era o melhor elenco da
competição – esse título é do Ceará, que nem chegou às finais – mas nem por
isso deixou de jogar como o melhor. Na Final, deu um baile no Uniclinic na
primeira partida, um 4 a 1 pra não deixar dúvidas; na segunda partida, para o
maior público pagante do Brasil 2016, mais de 54 mil torcedores, o Leão
administrou a larga vantagem e ganhou apenas de 1 a 0.
Mantendo o ritmo de jogo, a regularidade e melhorando o seu setor menos eficaz, que é a zaga, o Leão pode, quem sabe, voltar à Série B, sonho de todos os anos da equipe Tricolor.
Mantendo o ritmo de jogo, a regularidade e melhorando o seu setor menos eficaz, que é a zaga, o Leão pode, quem sabe, voltar à Série B, sonho de todos os anos da equipe Tricolor.
Parabéns,
Fortaleza! Bicampeão Cearense com méritos e garra. Jogando o que pode e
conquistando seu 41º Campeonato Cearense.

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