domingo, 10 de julho de 2016

Brasileiros demonstram garra no card principal do UFC 200

Após ser pego no exame de antidoping, o lutador Jon Jones é desclassificado do UFC 200 e o ex- peso médio Anderson Silva assume sua posição contra o campeão meio-pesado Daniel Cormier, em Las Vegas EUA, na madrugada de sábado para domingo.  Para o spider o desafio aceito, com duas semanas de antecedência, levou-o a pensar que seria desafiador para se mesmo, pois não havia se preparado adequadamente contra Cormier, que tem a categoria acima e que já estava treinando intensamente para enfrentar uma revanche contra Jones e garantir o título meio pesado.   
A decisão do combate foi unânime para Cormier (triplo 30 à 26) e Anderson agradece sua participação na luta e ao campeão que enfrentou esta noite. “Eu aceitei o desafio porque era importante me testar.  Estou feliz com o UFC e com o que ele me proporciona e quero agradecer ao Cormier por aceitar lutar comigo, porque ele poderia não aceitar”, disse em coletiva.
Anderson vs Cormier
foto: Divulgação
“Eu treinei para um cara específico por oito semanas, e o cara saiu da luta e eu tive que enfrentar Anderson Silva, que é o maior lutador de todos os tempos. Eu estava nervoso no começo, mas fiz o que tive que fazer. Ele é muito duro e eu lutei para vencer”, disse Cormier.
Anderson vs Cormier na encarada
foto: Divulgação
Peso Pena UFC
Com uma luta estratégica e ditada pelo seu treinador, Déde. José Aldo sentiu-se confiante do começo ao fim contra Frankie Edgar. O combate era valendo o cinturão interino do peso pena em que o brasileiro levou pra casa por decisão unânime (49-46,49-46, 48-47), mas diz querer uma revanche contra Conor McGregor, atual campeão linear da categoria e responsável pela traumática perda do cinturão em dezembro do ano passado (2015). “Frankie é um grande adversário, tem um wrestling (significa luta livre) muito bom, eu o respeito. Mas eu só tenho um objetivo: é vencer este m*** - referindo-se ao McGregor- ele não vai ter a mesma sorte que teve da outra vez”,  disse Aldo. McGregor assistiu o combate de pé.
José Aldo aplicando joelhada voadora em Edgar
foto: Divulgação
Com vários golpes aplicados - e bem aplicados - em Edgar, ao escutar o soar da sirene que finaliza a luta, o brasileiro comemora e emociona-se quando fala sobre seu treinador, no qual dedica a vitória: “Não luto pelo UFC, luto pelo meu técnico. Este cara é tudo, ele é meu pai. Perdi meu pai, mas ganhei ele. Eu não fiz nada, foi ele quem fez”,  comentou o lutador, que abraçou o técnico.
Peso Galo UFC (feminino)
A mulherada não ficou de fora do evento. A brasileira Amanda Nunes finalizou Miesha Tate, atual campeã do peso galo com um mata-leão no primeiro assalto. Tate declara que se preparou muito para a luta, mas que foi pega de surpresa pela brasileira. “Treinei muito para essa luta, mas fui pega. Ela tem uma mão direita muito dura, e foi mérito dela ter me acertado no primeiro round. Tenho muito respeito por ela e espero ter a chance de lutar com ela novamente”.

A leoa, como é conhecida Amanda entre os colegas, esbanja felicidade por ser a primeira mulher de sua delegação a levar o cinturão do UFC 200 na madrugada deste sábado para domingo. Esta foi a 13ª vitória da carreira em 17 lutas. “Acho que todo lutador tem a chance de mudar a sua maneira de lutar e sou esse tipo de lutadora. Sempre busco uma alternativa para fazer as coisas acontecerem na minha vida. A Miesha é uma oponente muito difícil, respeito a Miesha demais, mas sou a nova campeã”, declara Amanda emocionada.
Amanda emocionada com cinturão
foto: Getty Imagens


fonte: sportv.globo.com
 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Uniformes de cerimônias dos Jogos Rio 2016 destacam fauna e flora brasileiras


Da esquerda para a direita: Pedro Gonçalves, Ana Sátila, Aline Silva e Marcos D'Almeida. Foto: Divulgação/ COB
Estamos a menos de um mês do início dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Nesse período, o Brasil tem mostrado seu empenho na busca por destaque no evento, e isso não está relacionado apenas à conquista de medalhas, mas também em mostrar ao mundo suas cores e diversidade. É nesse intuito que o Time Brasil despontará na abertura e encerramento dos Jogos usando um uniforme que expressa bem nossa brasilidade.
É que o Comitê Olímpico do Brasil(COB) apresentou na última quarta-feira, 6, os uniformes oficiais de desfile do Time Brasil para as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos, em 5 e 21 de agosto, respectivamente.
Os modelos foram inspirados na fauna e na flora do nosso país, com cores que remetem aos pássaros e às flores tropicais. Os uniformes, fornecidos pela C&A, possuem tecidos leves e que se movimentam ao vento. Os tons de areia remetem ao nosso vasto litoral. Além disso, a modelagem é clássica e atemporal.
Lenny Niemeyer foi escolhida dentre cinco estilistas
Para chegar a esse resultado, a estilista Lenny Niemeyer precisou passar por um processo de seleção, coordenado por Paulo Borges, criador e organizador da São Paulo Fashion Week. Cinco estilistas de destaque no cenário nacional da moda participaram da seleção. O desafio era pensar em uniformes que fossem criativos e elegantes, que evidenciassem a brasilidade em suas cores e cortes, sem desprezar o conforto dos atletas. Quem conseguiu unir todos os pontos e coser o Brasil em um estilo Esporte & Fino foi Lenny Niemeyer, famosa pelas coleções de moda praia.
O evento de apresentação dos uniformes foi realizado no Parque Lage, no Rio de Janeiro. Marcos D’Almeida (tiro com arco), Ana Sátila (canoagem slalom), Pedro Gonçalves (canoagem slalom) e Aline Silva (luta livre) foram os atletas olímpicos que desfilaram com os novos modelos, representando o Time.
Foi um desafio criar roupas para atletas. É preciso buscar algo que fique bem em todo mundo, pois temos atletas que têm de 1,20 metros de altura e outros de 2,5 metros”, afirmou a estilista em entrevista coletiva. Lenny levou quinze dias para apresentar o projeto e depois, cerca de um ano idealizando as peças com a C&A.
Uniformes para entrega de medalhas. Foto: Divulgação

Além de Lenny, a estilista carioca Andrea Marques foi escolhida também por Paulo Borges para criar os uniformes da entrega de medalhas no Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A proposta, semelhante à de Lenny, era criar algo que ressaltasse a elegância tropical. Por isso, a estilista utilizou-se também de tecidos leves, mistura de estampas e enfeites – para as mulheres – de flores vermelhas. No entanto, a proposta de Andrea não agradou muito os internautas, gerando comentários e memes insatisfeitos.

Edições anteriores

A edição passada dos Jogos Olímpicos, realizados em Londres, no ano de 2012, contou com a criação da estilista Eliza Conde que apostou em camisas, blazers, calças e saias usando as cores da bandeira brasileira. As echarpes em algodão orgânico também compuseram o figurino dos atletas.






Edição em que foi lançada a marca Time Brasil, as Olimpíadas de Pequim, em 2008, receberam os atletas brasileiros vestidos em um estilo mais casual e descontraído. A blusa branca exaltava a nova marca. Um blazer verde e um chapéu com faixas verde e amarelo completavam o uniforme.





Na edição realizada em Atenas, em 2004, a delegação brasileira desfilou uma criação da estilista Monica Conceição, da grife Civetta. Os tecidos escolhidos também eram leves para enfrentar o calor ateniense. A estilista utilizou estampas e cores verde e branca para expressar nossa identidade nacional. O verde das matas, os aros olímpicos e a referência ao calçadão de Copacabana fizeram parte do desenho de Monica.


Fonte: Brasil 2016


E vocês, o que acharam dos uniformes da edição atual?

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Grupo de capoeira realiza aulões no Grande Bom Jardim, em Fortaleza


A praça  Granja Lisboa localizada na rua João Gentile, no bairro Grande Bom Jardim, recebe a segunda edição  “AZC Capoeira nas Praças”, nesta quinta-feira (07). A ação é realizada pela Associação Zumbi Capoeira AZC, com o objetivo de ocupar as praças de Fortaleza, e proporcionar aos seus alunos  e ao público presente: cultura, lazer e conhecimento sobre o esporte.
1º edição AZC Capoeira nas Praças (praça da Gentilândia- Fort-CE)
foto: Divulgação 

A programação  foi organizada pelo Mestre Lula e Mestra Carla, sob coordenação dos professores Robério e Joclécio, que ministram aulas no bairro através do projeto “AZC Formação Continuada”.
Os aulões será embasado com aspectos culturais, históricos e relevantes aos capoeiristas, através da dança, luta, musicalidade e fundamentos, com a participação do professores DJ, instrutora Baianinha e em especial do Mestre Lula.
1º edição AZC Capoeira nas Praças (praça da Gentilândia- Fort-CE)
foto: Divulgação

A Associação Zumbi Capoeira  trabalha há mais de trinta anos com projetos nas comunidades por meio de formação continuada, aulas, apresentações, debates, competições e eventos voltados para a capoeira na nossa cidade. Atualmente atua com treze núcleos espalhados por Fortaleza, proporcionando aos  da AZC o desenvolvimento e entendimento cultural  da capoeira e de sua  esportividade. “A AZC desenvolve ações para assegurar o direito ao esporte, lazer e cultura e para além levar aos alunos de cada núcleo da Associação o conceito de Cultura de Paz dentro do esporte”, diz Mestre Lula.  

sábado, 2 de julho de 2016

Entrevista exclusiva com Juliana Silva, octacampeã mundial de vôlei de praia.

Juliana representando o Brasil nas Olimpíadas de Londres, ao lado de Larissa, sua ex-parceira. (Imagem da Internet)

Juliana Felisberta Silva (Santos, 22 de julho de 1983), ou simplesmente Juliana, é uma jogadora brasileira de vôlei de praia. É a maior vencedora do Circuito Mundial na história, tendo conquistado o título oito vezes.
Com Larissa França como parceira, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2007, na cidade do Rio de Janeiro. Em 2008, quando se preparava para estrear nas Olimpíadas de Pequim, formando dupla com Larissa, contundiu-se de forma grave e preferiu não participar e não pôde participar dos Jogos Olímpicos.
Juliana esteve em Pacajus, cidade da Região Metropolitana de Fortaleza, para participar do evento Esporte na Minha Cidade, o maior programa de esportes itinerante do país, promovido pelo Governo do Estado e Fundação Demócrito Rocha, em parceria com as prefeituras. Juliana foi convidada a palestrar para estudantes e público em geral.
Na ocasião, com exclusividade, ela concedeu entrevista exclusiva ao É Campeão!, e falou sobre sua carreira, suas conquistas, sobre a vida no Ceará, o fim de sua parceria com Larissa e muito mais. Confira a entrevista completa abaixo!



sexta-feira, 1 de julho de 2016

Estreia do Rugby nas Olimpíadas promete notoriedade

Foto: Shutterstock
O Brasil é considerado o país do futebol. É notória a paixão que a maior parte dos brasileiros dedicam ao esporte. Mas o que poucos sabem é que uma outra variante do futebol chegou com ele aqui no Brasil. Pra falar a verdade, o próprio Charles Miller, responsável por trazer o famoso esporte para cá, também é considerado por trazer consigo o não tão famoso Rugby. 

Estreante nas Olimpíadas Rio 2016, ao lado do golfe, vale traçar um pequeno histórico da modalidade. Dúvidas à parte, credita-se a origem do rugby ao ato impetuoso do estudante inglês William Webb Ellis que, cansado da monotonia do football praticado em sua escola, desrespeitou as regras – não as do futebol moderno - , tomou a bola nas mãos e correu em disparada rumo ao campo adversário. A atitude do garoto fez com que os oponentes avançassem em direção a ele para impedir seu progresso. Isso foi na década de 1820. A regra, à época, era receber a bola com as mãos e chutá-la, e não correr com ela. Mal sabia William que seu ato causaria uma revolução no que os ingleses conheciam como futebol.

Mas certo é que jogos que envolvam contato físico e uso da bola vêm sendo praticado há muitos séculos. Os romanos, por exemplo, praticavam o Harpastum, jogo com características semelhantes ao rugby moderno, as quais consistiam em equipes de atletas que buscavam levar a bola de uma extremidade à outra da quadra de jogo, sob empurrões dos oponentes. A prática foi citada por autores como Ateneu, Galeno, Sidônio Apolinário e Júlio Pólux.

A equipe neozelandesa de Rugby, os All Blacks, são
considerados ícones da modalidade. Foto: Reprodução
A modalidade já tem sua pequena história olímpica documentada. Foi disputada nos Jogos de Paris - 1900 e 1924, Londres - 1908 e Antuérpia - 1920. Nas quatro participações, França, Austrália e Estados Unidos (duas vezes) sagraram-se campeões olímpicos.

Segundo dados da CBRu (Confederação Brasileira de Rúgbi), há no país 124 equipes, presentes em 21 estados; apenas 9 mil praticantes e 134 treinadores com certificação.

Rio 2016
A modalidade trará algumas diferenças. É que o Rugby não contará com 15 atletas em campo, como o era tradicionalmente. A modalidade com equipes de 7 atletas foi criada na Escócia, em Melrose, no fim do século XIX e exigirá partidas mais velozes e dinâmicas. A Copa do Mundo do Rugby 7 foi criada em 1993, entre os homens, e em 2009, entre as mulheres.

As partidas terão duração de 14 minutos, divididos em dois tempos de sete minutos. Serão permitidos um máximo de cinco substituições por jogo.

As regras são claras: os jogadores devem passar a bola de mão em mão, deslocando-a sempre para um companheiro que estiver em posição menos avançada que a deles. Chutar a bola é permitido a qualquer momento, sob algumas condições. Se o jogador chutar a bola em direção ao ataque, somente ele ou companheiros que estiverem atrás dele no momento do chute poderão tocar a bola. Caso um jogador chute a bola para fora do campo pela linha lateral, o time adversário recebe um line-out (arremesso lateral).

Quanto à pontuação, há quatro formas de marcar pontos: o Try, que é a principal forma de pontuação e confere cinco pontos a equipe que o fizer, acontece quando a bola é apoiada contra o solo na área após a linha do gol. A Conversão é uma oportunidade que o jogador tem de conseguir mais dois pontos para a equipe, logo após a marcação de um try. Basta chutar a bola por cima do travessão e entre os postes do campo adversário a partir de um ponto na linha que passa pelo local onde o try foi marcado. Outra forma de contabilizar pontos é pela Penalidade. Após sofrer uma falta, o jogador pode escolher chutar a bola por cima do travessão ou entre os postes do time adversário e conquistar três pontos para a equipe. E por último, o Drop Goal, valendo três pontos, contabilizados quando o jogador chuta para o “gol” de qualquer posição do campo.

Foto: Reprodução / Rio2016
Na última terça-feira, 28, foram anunciados os grupos do Rugby 7 para os Jogos Olímpicos 2016. Cada disputa, masculina e feminina, tem 12 equipes divididas em três grupos, cada qual com um cabeça de chave. No masculino, o Brasil encontra-se no grupo A, juntamente com Estados Unidos, Argentina e Fiji (cabeça de chave). Já na categoria feminino, o Brasil encontra-se no grupo C, com Canadá (cabeça de chave), Grã-Bretanha e Japão. A tabela de jogos sai em meados de julho.



Foto: Reprodução / Rio2016



Então, alguém aí na torcida pelo Brasil no Rugby?!