Após ser pego no exame de antidoping, o lutador Jon Jones é desclassificado do UFC 200 e o ex- peso médio Anderson Silva assume sua posição contra o campeão meio-pesado Daniel Cormier, em Las Vegas EUA, na madrugada de sábado para domingo. Para o spider o desafio aceito, com duas semanas de antecedência, levou-o a pensar que seria desafiador para se mesmo, pois não havia se preparado adequadamente contra Cormier, que tem a categoria acima e que já estava treinando intensamente para enfrentar uma revanche contra Jones e garantir o título meio pesado.
A decisão do combate foi unânime para Cormier (triplo 30 à 26) e Anderson agradece sua participação na luta e ao campeão que enfrentou esta noite. “Eu aceitei o desafio porque era importante me testar. Estou feliz com o UFC e com o que ele me proporciona e quero agradecer ao Cormier por aceitar lutar comigo, porque ele poderia não aceitar”, disse em coletiva.
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| Anderson vs Cormier foto: Divulgação |
“Eu treinei para um cara específico por oito semanas, e o cara saiu da luta e eu tive que enfrentar Anderson Silva, que é o maior lutador de todos os tempos. Eu estava nervoso no começo, mas fiz o que tive que fazer. Ele é muito duro e eu lutei para vencer”, disse Cormier.
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| Anderson vs Cormier na encarada foto: Divulgação |
Peso Pena UFC
Com uma luta estratégica e ditada pelo seu treinador, Déde. José Aldo sentiu-se confiante do começo ao fim contra Frankie Edgar. O combate era valendo o cinturão interino do peso pena em que o brasileiro levou pra casa por decisão unânime (49-46,49-46, 48-47), mas diz querer uma revanche contra Conor McGregor, atual campeão linear da categoria e responsável pela traumática perda do cinturão em dezembro do ano passado (2015). “Frankie é um grande adversário, tem um wrestling (significa luta livre) muito bom, eu o respeito. Mas eu só tenho um objetivo: é vencer este m*** - referindo-se ao McGregor- ele não vai ter a mesma sorte que teve da outra vez”, disse Aldo. McGregor assistiu o combate de pé.
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| José Aldo aplicando joelhada voadora em Edgar foto: Divulgação |
Com vários golpes aplicados - e bem aplicados - em Edgar, ao escutar o soar da sirene que finaliza a luta, o brasileiro comemora e emociona-se quando fala sobre seu treinador, no qual dedica a vitória: “Não luto pelo UFC, luto pelo meu técnico. Este cara é tudo, ele é meu pai. Perdi meu pai, mas ganhei ele. Eu não fiz nada, foi ele quem fez”, comentou o lutador, que abraçou o técnico.
Peso Galo UFC (feminino)
A mulherada não ficou de fora do evento. A brasileira Amanda Nunes finalizou Miesha Tate, atual campeã do peso galo com um mata-leão no primeiro assalto. Tate declara que se preparou muito para a luta, mas que foi pega de surpresa pela brasileira. “Treinei muito para essa luta, mas fui pega. Ela tem uma mão direita muito dura, e foi mérito dela ter me acertado no primeiro round. Tenho muito respeito por ela e espero ter a chance de lutar com ela novamente”.
A leoa, como é conhecida Amanda entre os colegas, esbanja felicidade por ser a primeira mulher de sua delegação a levar o cinturão do UFC 200 na madrugada deste sábado para domingo. Esta foi a 13ª vitória da carreira em 17 lutas. “Acho que todo lutador tem a chance de mudar a sua maneira de lutar e sou esse tipo de lutadora. Sempre busco uma alternativa para fazer as coisas acontecerem na minha vida. A Miesha é uma oponente muito difícil, respeito a Miesha demais, mas sou a nova campeã”, declara Amanda emocionada.
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| Amanda emocionada com cinturão foto: Getty Imagens fonte: sportv.globo.com |




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