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| Foto: AFP/Eitan Abramovich |
Aos trinta do segundo tempo, em um choque entre o zagueiro Dedé e o goleiro Andrada, o arqueiro do time argentino levou a pior, e praticamente caiu desacordado. O próprio Dedé tratou de parar o jogo e avisar o que o goleiro não estava bem. Muito tempo foi perdido, de maneira justa, no atendimento do atleta do Boca. Nesse período o árbitro da partida, o paraguaio Eber Aquino, foi verificar o VAR - o árbitro de vídeo - que está disponível a partir dessa fase da competição. Após ver e rever o lance, ele se voltou para o campo e saiu a procura de Dedé, mostrando-lhe um cartão vermelho.
Dedé não entendeu. Mano Menezes, técnico do Cruzeiro não entendeu, e nem mesmo os jogadores do time adversário entenderam a expulsão. Pelos comentaristas de arbitragem aqui do Brasil, o lance como caracterizado como absurdo. Nem mesmo os narradores da partida, na Globo, SporTV e FoxSports pouparam a decisão do paraguaio de severas críticas.
O choque foi involuntário, sem maldade, sem qualquer objetivo de ferir um ao outro. Não é preciso ser especialista em arbitragem, ou em futebol para saber que aquele foi um lance de jogo, que acontece. Mas não para Eber Aquino, não para a CONMEBOL.
O lance por si só já deixaria tudo estranho. Mas some-se isso à punição sofrida pelo Santos semanas atrás, quando a própria CONMEBOL - a autoridade máxima do futebol sul-americano - errou e prejudicou mais um brasileiro. Se acha pouco, tem mais: o Boca entrou com um jogador irregular, como o Santos, e não foi punido, bem como o River Plate já não tinha sido. Algo que escancara a sujeira que é a mandatária no futebol na América do Sul.
Outra "coincidência" é que Eber Aquino somente apitou partidas de times argentinos. Que sorte, né?!
Enquanto isso, o Cruzeiro - que era bem melhor no jogo - se perdeu completamente e acabou tomando um segundo gol, prejudicando de vez a equipe de Minas Gerais.
Se você, amante do futebol, não consegue se indignar com essa situação, você não sabe viver em sociedade. Porque é injusto, é revoltante, é inadmissível. Era o caso do time sair de campo, não aceitar.
O "inexplicável" aconteceu... E amanhã pode ser com o seu time.

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