segunda-feira, 27 de junho de 2016

Jogos que eu vi - Argentina 0 (2) x 0 (4) Chile - Chile Campeão da Copa América Centenário

Seleção Chilena comemorando o título. Foto: AFP

RESUMO EM LANCES
Primeiro Tempo:

1 minuto: Banega recebe de Messi e arrisca de fora da área, a bola passa muito perto do gol de Bravo.
16 minutos: Messi cobra falta nas mãos de Bravo.
18 minutos: Depois de bos trocas de passes entre Messi e Rojo, Di Maria recebe de Messi e finaliza por cima da meta.
21 minutos: Medel domina mal a bola e sobra para Higuaín, que sai cara a cara com Bravo e manda pra fora...
23 minutos: Messi, cobrando falta, levanta bola na cabeça de Otamendi que manda na rede pelo lado de fora.
32 minutos: Di Maria recebe longo lançamento e bate de primeira para a boa defesa de Bravo.

Segundo Tempo:
11 minutos: Em sobra de bola, Isla bate por cima do gol de Romero. Primeira finalização do Chile.
27 minutos: Agüero recebe a bola de Messi e chuta por cima do gol.
34 minutos: Vargas recebe longo lançamento, invade a área argentina e finaliza forte para a boa defesa de Romero.
39 minutos: Agüero recebe bom passe de Messi, limpa o marcador, invade a área e isola a bola.

Prorrogação - Primeiro Tempo:
8 minutos: Chile aproveita a confusa saída de bola da Argentina, Puch levanta na cabeça de Vargas, que cabeceia para a defesa de Romero. Grande chance!
10 minutos: Bola levantada na área por Messi, Agüero cabeceia e bola quase encobre o goleiro Bravo, que salva com a ponta dos dedos.

Segundo Tempo:
10 minutos: Messi bate falta que desvia na barreira e sai pela linha de fundo.

PÊNALTIS

Chile - Vidal, perdeu - Romero defendeu.
Argentina - Messi, perdeu - isolou.


Chile - Castillo, gol.
Argentina - Mascherano, gol.

Chile - Aránguiz, gol.
Argentina - Agüero, gol.

Chile - Beausejour, gol.
Argentina - Biglia, perdeu - Bravo defendeu.

Chile - Silva, gol - do título do Chile.
Argentina - Nem bateu.

NA TÁTICA
Argentina e Chile entraram em campo com o mesmo esquema tático, mas com uma diferença: a Argentina tem no seu ataque o ponto mais forte, com Messi, Higuaín e a volta de Di Maria; já o Chile tece suas jogadas pelo meio-campo, um setor que tem Aránguiz, Silva e a volta de Vidal, com o Vargas sendo um quarto homem de meio-campo, que recua mais para buscar a bola.
O primeiro tempo, na bola, foi todo da Argentina. Com um time aberto, Tata montou um esquema em que Messi e Di Maria aparecessem, ele só não contava com a fortíssima marcação chilena. Messi nunca sozinho, sempre com dois na marcação; já o Di Maria sentiu não só a marcação, mas também a falta de ritmo de jogo. A grande chance foi de Higuaín, que recebeu um presente de Medel e, mais uma vez - a exemplo de Copa do Mundo de 2014 - não aproveitou a oportunidade, só ele e Bravo.
O Chile, por sua vez, apostou em um forte esquema tático, com linhas bem definidas - duas linhas de quatro e, às vezes, uma linha de cinco e outra de quatro - e esperando o melhor contra-ataque, com Vargas e Sánchez na velocidade. Os contra-golpes até existiram, mas não foram efetivos, principalmente por conta da individualidade de Alexis.
O jogo prometeu quando, aos 28 minutos, Díaz foi expulso - em bem expulso, diga-se - por duas falta em Messi; mas foi a partir desse momento que o Chile se recriou taticamente, e os argentinos praticamente não criaram mais chances claras. Aos quarenta e um minutos, num lance no máximo pra cartão amarelo, o lateral argentino Rojo foi expulso, o que deixou a partida ainda mais equilibrada.

Um segundo tempo amarrado, com esquemas táticos distintos. A Argentina voltou com um 3-5-1 (por causa da expulsão), Tata mandou a campo para a segunda etapa, um time mais seguro defensivamente. A entrada de Agüero deu mais velocidade na saída dos contra-ataques argentinos, e a entrada de de Kranevitter substituindo o Di Maria, consistência ao meio-campo, para equilibrar as ações ofensivas, ajudar na contensão do ataque chileno e para igualar a posse de bola.
O Chile jogou com um 4-4-1, deixando Sánchez e depois Puch isolados à frente do ataque. Vidal fez a bola girar por todo o campo, fazendo com que o Chile fosse mais ofensivo que a Argentina. Um segundo tempo bem abaixo do primeiro em todos os sentidos.

A prorrogação foi sem grandes emoções, a impressão que ficou é que as equipes queriam ir às penalidades. Dois tempos de equipes fechadas, tocando bola do meio para trás e sem grandes chances de gol. Assim, encerrou-se 120 minutos de bola rolando.

POLÊMICA
Heber Roberto Lopes, árbitro brasileiro, fez um primeiro tempo pra esquecer. Distribuiu cartões amarelos e vermelhos sem muito critério, nem pudor. E expulsou o Rojo em um lance que, com muito critério, se daria um cartão amarelo. Além, claro, de apontar um cartão vermelho para Aránguiz e não expulsá-lo. Lances que podem ter influenciado o resultado e o título.

DESTAQUES
O melhor jogador da final foi o Chileno Vidal, que foi preciso, seguro e segurou a pressão mesmo quando as outras duas estrelas do time, Sánchez e Vargas, saíram. Participou do jogou, compôs o sistema defensivo e fez grandes lançamentos, só não foi melhor porque perdeu o pênalti, que acabou não fazendo diferença.
Bravo, grande goleiro, também foi decisivo. No jogo evitou uma vitória da Argentina e, nos pênaltis, defendeu a cobrança de Biglia, lance decisivo para o título.

CHILE BICAMPEÃO DA COPA AMÉRICA
O melhor time da competição não foi o campeão, mas o Chile - o time de maior eficiência - e segundo melhor time da Copa América, segundo as estatísticas, conseguiu faturar sua segunda Copa América seguida.
A geração chilena mais talentosa de todos os tempos mostra, mais uma vez, a força do futebol coletivo, do time ser mais importante do que esse ou aquele jogador, da tática estudada a cada tempo de jogo e modificada para enfrentar equipes diferentes.
O que não acontece com a geração argentina brilhante que, com uma sina, não sai dos vices; esbanjam de perder grandes oportunidades e que sentem esse peso, principalmente Messi - antes já criticado e, agora, após perder um pênalti na decisão, será mais questionado ainda - que sente o peso dos sucessivos fracassos. A Argentina não ganha um título desde 1993. quando venceu a Copa América, no Equador, há 23 anos...
O Chile, que não tem nada a ver com a sina dos argentinos, foi mais fria na final e, depois de uma derrota para a própria Argentina na estreia, não tomou conhecimento dos outros adversários - que diga o México, que sofreu nas mãos, quer dizer, nos pés de La Roja - e chegou à final com moral, vontade e muita maturidade.
A seleção chilena que, até 2015 não tinha título algum, agora tem dois títulos seguidos da Copa América e se consolida de vez como uma das potências futebolísticas da América do Sul.

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