segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O Dragão Chinês do Futebol

Imagem da Internet
Segundo a mitologia chinesa, o dragão é um imponente animal feroz com calda e asas grotescas, onde ele espirra fogo pela boca destruindo tudo que está no seu caminho. Parece que no mundo do futebol, o dragão chinês despertou. Com poder de comprar os melhores jogadores dos recentes campeonatos brasileiros, dentre alguns que jogaram na seleção ultimamente, o mercado chinês parece tentador com suas cifras milionárias e uma terra misteriosa para desbravar.


Tudo começa quando a Super Liga Chinesa (primeira divisão do campeonato na China) recebe em 2011 um importante jogador argentino conhecido pelos os brasileiros, campeão nacional em 2010 pelo Fluminense, o craque Darío Conca. O desconhecido Guangzhou Evergrande desembolsa o valor avaliado em 19 milhões de reais, deixando o jogador na época com o terceiro maior salário do futebol.

Em 2012 os dirigentes chineses aparecem no mercado com as badaladas contratações de Keita para Dalian Aerbin, Lucas Barrios levado pelo Guanzhou Evergrande e os atacantes Anelka e Drogba para o Shanguai Senhua, sem contar o campeão do mundo pela Itália em 2006, o técnico Marcello Lippi, que comandava o Guanzhou até o ano passado, sendo substituído por outro treinador que já levantou a taça do mundo, Luiz Felipe Scolari, o Felipão.

Durante o período de 2013 até 2015, o mercado de futebol chinês já contratou dezenas de jogadores conhecidos do público, em especial os brasileiros: Elkeson, Robinho, Vagner Love,
Ricardo Goulart, Diego Tardelli; além do ex-Juventus Sissoko, do ídolo australiano Tim Cahill e o ganês Asamoah Gyan.

Mas foi neste ano de 2016 que o monstruoso mercado daquele país asiático chamou tanta atenção com o Beijing Guoan comprando o melhor jogador do último brasileirão, o meia Renato Augusto, além de outro jogador da seleção brasileira, Ralf. Vimos o volante Paulinho sendo levado pelo Guangzhou e o Shandong Luneng adquirindo o zagueiro campeão nacional, Gil, além do treinador Mano Menezes. Não podemos esquecer também da mais cara contratação da história do futebol da China, o volante Ramires, multicampeão pelo Chelsea, foi vendido por 123,3 milhões de reais. Sem contar o modesto time da segunda divisão chinesa, Tianjin Quanjian, onde será comandado por Vanderlei Luxemburgo e o elenco recheado por Jadson, Geuvânio e Luis Fabiano.

Será o começo de uma nova era no futebol com contratações de peso, chamando atenção da imprensa e de público, ou tudo está sendo apenas marketing provisório e faturamento passageiro? Com o tempo vamos descobrir até quando e aonde esse Dragão Indomável irá assustar os times brasileiros, com as dúvidas da mídia especializada e torcedores sobre o bem e o mal da “devoração” chinesa no mundo da bola.



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