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Segundo a mitologia chinesa, o dragão é um imponente animal
feroz com calda e asas grotescas, onde ele espirra fogo pela boca destruindo
tudo que está no seu caminho. Parece que no mundo do futebol, o dragão chinês
despertou. Com poder de comprar os melhores jogadores dos recentes
campeonatos brasileiros, dentre alguns que jogaram na seleção ultimamente, o
mercado chinês parece tentador com suas cifras milionárias e uma terra
misteriosa para desbravar.
Tudo começa quando a
Super Liga Chinesa (primeira divisão do campeonato na China) recebe em 2011 um
importante jogador argentino conhecido pelos os brasileiros, campeão nacional em 2010 pelo Fluminense, o craque Darío Conca. O desconhecido Guangzhou Evergrande
desembolsa o valor avaliado em 19 milhões de reais, deixando o jogador na época
com o terceiro maior salário do futebol.
Em 2012 os dirigentes chineses aparecem no mercado com as
badaladas contratações de Keita para Dalian Aerbin, Lucas Barrios levado pelo
Guanzhou Evergrande e os atacantes Anelka e Drogba para o Shanguai Senhua, sem
contar o campeão do mundo pela Itália em 2006, o técnico Marcello Lippi, que
comandava o Guanzhou até o ano passado, sendo substituído por outro treinador
que já levantou a taça do mundo, Luiz Felipe Scolari, o Felipão.
Durante o período de 2013 até 2015, o mercado de futebol
chinês já contratou dezenas de jogadores conhecidos do público, em especial os
brasileiros: Elkeson, Robinho, Vagner Love,
Ricardo Goulart, Diego Tardelli; além do
ex-Juventus Sissoko, do ídolo australiano Tim Cahill e o ganês Asamoah Gyan.
Mas foi neste ano de 2016 que o monstruoso mercado daquele
país asiático chamou tanta atenção com o Beijing Guoan comprando o melhor jogador
do último brasileirão, o meia Renato Augusto, além de outro jogador da seleção
brasileira, Ralf. Vimos o volante Paulinho sendo levado pelo Guangzhou e o
Shandong Luneng adquirindo o zagueiro campeão nacional, Gil, além do treinador Mano
Menezes. Não podemos esquecer também da mais cara contratação da história do
futebol da China, o volante Ramires, multicampeão pelo Chelsea, foi vendido por
123,3 milhões de reais. Sem contar o modesto time da segunda divisão chinesa,
Tianjin Quanjian, onde será comandado por Vanderlei Luxemburgo e o elenco
recheado por Jadson, Geuvânio e Luis Fabiano.
Será o começo de uma nova era no futebol com contratações de
peso, chamando atenção da imprensa e de público, ou tudo está sendo apenas
marketing provisório e faturamento passageiro? Com o tempo vamos descobrir até quando e aonde esse Dragão Indomável irá assustar os times
brasileiros, com as dúvidas da mídia especializada e torcedores sobre o bem e o
mal da “devoração” chinesa no mundo da bola.

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