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| Foto: Facebook CBV |
Rio de Janeiro e Praia Clube jogaram pelo título da
temporada 2015/16 da Superliga feminina de vôlei. O jogo aconteceu em Brasília,
no ginásio Nilson Nelson, e contou lotação para acompanhar a grande final.
O Praia Clube foi aguerrido, vibrante e dificultou o jogo para o Rio de Janeiro. A equipe de Bernardo Rezende, por sua vez, oscilou durante o jogo, mas mostrou o porquê de ser o maior time brasileiro de todos os tempos. Em um jogo cheio de nuances, onde os bloqueios decidiu mais que os ataques, o Rio faturou mais um título.
O Praia Clube foi aguerrido, vibrante e dificultou o jogo para o Rio de Janeiro. A equipe de Bernardo Rezende, por sua vez, oscilou durante o jogo, mas mostrou o porquê de ser o maior time brasileiro de todos os tempos. Em um jogo cheio de nuances, onde os bloqueios decidiu mais que os ataques, o Rio faturou mais um título.
A GRANDE DECISÃO
O primeiro set foi de extremos, de um lado a maior equipe
do vôlei nacional, do outro a grata surpresa da final. O Rio, conhecedor das
finais, se sentiu mais à vontade na decisão, atacando com mais eficiência e
errando menos. A equipe do Praia, fez um set ansioso, errando mais. No fim, um
set fácil para o Rio de Janeiro, 25/18.
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| Foto: Facebook Rexona-Ades |
O segundo set parecia que teria o mesmo final, com
vitória fácil do Rio. Até o meio do set, o Rio mandou. A partir daquele momento o Praia Clube ressurgiu, com dois nomes: Alex,
americana e Ramirez, cubana. Juntas colocaram a bola no chão, tanto no ataque
quanto no bloqueio. No fim, uma grande virada, 28/26, para o Praia Clube.
No terceiro set, o começo arrasador foi da equipe de Uberlândia,
contando também com a pressão do Rio por deixar um set escapar de forma boba.
As duas estrangeiras, junto a Michelle, fizeram um set muito bom, até o placar
ficar em 23 a 20 para as mineiras. Ali começou a uma virada sensacional da
equipe de Bernardinho. Natália e principalmente a Gabi acordaram para o set,
vencendo por 28/26, devolvendo o placar do set anterior. O Rio venceu mesmo
estando cinco pontos atrás do Praia Clube.
O quarto e decisivo set foi o mais equilibrado da final.
De início o Rio de Janeiro abriu quatro pontos de vantagem. No meio do set, o
Praia Clube encostou e virou o placar. Depois o Rio de recuperou. E ficou no
vai e vem até o final do set, quando o Rio venceu, mais uma vez por 28/26, numa bola de xeque, de Carol. 11 vezes Rio!
BLOQUEIOS
A final entre Rio de Janeiro e Praia Clube foi marcada
pelos bloqueios, mais de quarenta no total. Os três primeiros sets foram
decididos no bloqueio. O fundamento foi responsável por parar as grandes
atacantes das duas equipes. Fazendo brilhar outras jogadoras como a Michelle, a
Monique, a Carol e a Walewska.
DESTAQUES
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| Foto: Facebook Rexona-Ades |
Esperava-se outras jogadoras como destaque, mas os
técnicos preparam suas equipes para parar os nomes comuns, nomes como Natália,
Gabi para o Rio; e Alex e Ramirez para o Praia. Hoje, foram as ‘coadjuvantes’
que brilharam. Pelo Rio, Monique e Carol, foram decisivas. Carol na bola rápida
no meio e nos bloqueios – fundamento decisivo na final -, e Monique atacando
pelo meio, no fundo quadra, desafogando em momentos difíceis. Pelo Praia Clube,
Walewska e Michelle. Michelle, irmã gêmea de Monique, é peça fundamental da
equipe mineira, dá consistência ao jogo praticado por elas. Walewska é a mais
experiente da equipe de Uberlândia, sólida no meio de rede, e pontuadora ávida.
BERNARDINHO
O treinador mais vitorioso para história da Superliga, é
também o brasileiro que mais tem medalhas olímpicas, seis no total, é a base e
o grande pensador da equipe feminina do Rio de Janeiro. Conquistou mais uma vez
a Superliga mostrando que tem a cada ano maior sede de vitória. Evolui
pessoalmente a cada ano, evolui sua tática a cada ano, e, vale ressaltar, não
tem a equipe com as maiores estrelas. Ganhou e mereceu o prêmio de Melhor
Técnico da Superliga temporada 2015/16.
NATÁLIA
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| Imagem: Marcio Rodrigues/MPIX |
A Melhor Jogadora da Superliga 2015/16 escolhida pela CBV
e também pela crítica especializada. Natália é um dos pilares da seleção
brasileira, e foi a principal jogadora do Rio na temporada. A ponteira
passadora, que já foi oposta, é bem mais que uma pontuadora, faz de tudo em
quadra. Ataca em todos os ângulos, bloqueia se preciso, e ajuda bastante na
linha de passe. Hoje, como maior exemplo, ela foi marcada de forma eficaz pela
rede da equipe do Praia Clube. E mesmo não sendo a principal pontuadora da partida,
ajudou a equipe na fundo-quadra, levantou bola, caiu pra defender e fez o que
se espera de uma grande jogadora: jogou para a equipe. Natália amadureceu desde
sua estreia na Superliga, há alguns anos. Uma prova disso é que hoje, na final,
ela ganhou o troféu Viva Vôlei – troféu dado a melhor jogadora da partida,
indicada pelos torcedores que votam via internet – ela, percebendo que a
escolha foi equivocada, e foi, chamou Monique – o maior destaque do Rio na
partida, a válvula de escape – e deu a premiação à companheira de time,
justíssimo. Por essas e outras que se espera muito dela na Rio 2016.
Hegemônico, o Rio de Janeiro fatura seu 11º título de
Superliga e doze finais consecutivas na competição. Um projeto consolidado,
campeão e hegemônico faz da equipe do Rio de Janeiro um dos maiores times da
história do vôlei. Bernardinho mostra a cada ano a capacidade de fazer do
Rexona-Ades – nome fantasia da equipe – um time competitivo mesmo não tendo as
maiores estrelas da Superliga, como tem o Osasco, por exemplo; e mesmo assim está
todos anos nas finais da principal competição do país. O Rio, a cada ano, é o
time a ser batido e a cada ano fica mais difícil vencê-lo, nesta Superliga,
foram apenas duas derrotas em toda a competição.





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