domingo, 3 de abril de 2016

Hegemônico: Rio de Janeiro é Campeão da Superliga pela 11ª Vez


Foto: Facebook CBV

Rio de Janeiro e Praia Clube jogaram pelo título da temporada 2015/16 da Superliga feminina de vôlei. O jogo aconteceu em Brasília, no ginásio Nilson Nelson, e contou lotação para acompanhar a grande final.
O Praia Clube foi aguerrido, vibrante e dificultou o jogo para o Rio de Janeiro. A equipe de Bernardo Rezende, por sua vez, oscilou durante o jogo, mas mostrou o porquê de ser o maior time brasileiro de todos os tempos. Em um jogo cheio de nuances, onde os bloqueios decidiu mais que os ataques, o Rio faturou mais um título.

A GRANDE DECISÃO
O primeiro set foi de extremos, de um lado a maior equipe do vôlei nacional, do outro a grata surpresa da final. O Rio, conhecedor das finais, se sentiu mais à vontade na decisão, atacando com mais eficiência e errando menos. A equipe do Praia, fez um set ansioso, errando mais. No fim, um set fácil para o Rio de Janeiro, 25/18.
Foto: Facebook Rexona-Ades

O segundo set parecia que teria o mesmo final, com vitória fácil do Rio. Até o meio do set, o Rio mandou. A partir daquele momento o Praia Clube ressurgiu, com dois nomes: Alex, americana e Ramirez, cubana. Juntas colocaram a bola no chão, tanto no ataque quanto no bloqueio. No fim, uma grande virada, 28/26, para o Praia Clube.

No terceiro set, o começo arrasador foi da equipe de Uberlândia, contando também com a pressão do Rio por deixar um set escapar de forma boba. As duas estrangeiras, junto a Michelle, fizeram um set muito bom, até o placar ficar em 23 a 20 para as mineiras. Ali começou a uma virada sensacional da equipe de Bernardinho. Natália e principalmente a Gabi acordaram para o set, vencendo por 28/26, devolvendo o placar do set anterior. O Rio venceu mesmo estando cinco pontos atrás do Praia Clube.

O quarto e decisivo set foi o mais equilibrado da final. De início o Rio de Janeiro abriu quatro pontos de vantagem. No meio do set, o Praia Clube encostou e virou o placar. Depois o Rio de recuperou. E ficou no vai e vem até o final do set, quando o Rio venceu, mais uma vez por 28/26, numa bola de xeque, de Carol. 11 vezes Rio!

BLOQUEIOS
A final entre Rio de Janeiro e Praia Clube foi marcada pelos bloqueios, mais de quarenta no total. Os três primeiros sets foram decididos no bloqueio. O fundamento foi responsável por parar as grandes atacantes das duas equipes. Fazendo brilhar outras jogadoras como a Michelle, a Monique, a Carol e a Walewska. 

DESTAQUES 
Foto: Facebook Rexona-Ades
Esperava-se outras jogadoras como destaque, mas os técnicos preparam suas equipes para parar os nomes comuns, nomes como Natália, Gabi para o Rio; e Alex e Ramirez para o Praia. Hoje, foram as ‘coadjuvantes’ que brilharam. Pelo Rio, Monique e Carol, foram decisivas. Carol na bola rápida no meio e nos bloqueios – fundamento decisivo na final -, e Monique atacando pelo meio, no fundo quadra, desafogando em momentos difíceis. Pelo Praia Clube, Walewska e Michelle. Michelle, irmã gêmea de Monique, é peça fundamental da equipe mineira, dá consistência ao jogo praticado por elas. Walewska é a mais experiente da equipe de Uberlândia, sólida no meio de rede, e pontuadora ávida.

BERNARDINHO
O treinador mais vitorioso para história da Superliga, é também o brasileiro que mais tem medalhas olímpicas, seis no total, é a base e o grande pensador da equipe feminina do Rio de Janeiro. Conquistou mais uma vez a Superliga mostrando que tem a cada ano maior sede de vitória. Evolui pessoalmente a cada ano, evolui sua tática a cada ano, e, vale ressaltar, não tem a equipe com as maiores estrelas. Ganhou e mereceu o prêmio de Melhor Técnico da Superliga temporada 2015/16.

NATÁLIA
Imagem: Marcio Rodrigues/MPIX
A Melhor Jogadora da Superliga 2015/16 escolhida pela CBV e também pela crítica especializada. Natália é um dos pilares da seleção brasileira, e foi a principal jogadora do Rio na temporada. A ponteira passadora, que já foi oposta, é bem mais que uma pontuadora, faz de tudo em quadra. Ataca em todos os ângulos, bloqueia se preciso, e ajuda bastante na linha de passe. Hoje, como maior exemplo, ela foi marcada de forma eficaz pela rede da equipe do Praia Clube. E mesmo não sendo a principal pontuadora da partida, ajudou a equipe na fundo-quadra, levantou bola, caiu pra defender e fez o que se espera de uma grande jogadora: jogou para a equipe. Natália amadureceu desde sua estreia na Superliga, há alguns anos. Uma prova disso é que hoje, na final, ela ganhou o troféu Viva Vôlei – troféu dado a melhor jogadora da partida, indicada pelos torcedores que votam via internet – ela, percebendo que a escolha foi equivocada, e foi, chamou Monique – o maior destaque do Rio na partida, a válvula de escape – e deu a premiação à companheira de time, justíssimo. Por essas e outras que se espera muito dela na Rio 2016.

 
Imagem: Facebook Rexona-Ades

Hegemônico, o Rio de Janeiro fatura seu 11º título de Superliga e doze finais consecutivas na competição. Um projeto consolidado, campeão e hegemônico faz da equipe do Rio de Janeiro um dos maiores times da história do vôlei. Bernardinho mostra a cada ano a capacidade de fazer do Rexona-Ades – nome fantasia da equipe – um time competitivo mesmo não tendo as maiores estrelas da Superliga, como tem o Osasco, por exemplo; e mesmo assim está todos anos nas finais da principal competição do país. O Rio, a cada ano, é o time a ser batido e a cada ano fica mais difícil vencê-lo, nesta Superliga, foram apenas duas derrotas em toda a competição. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário