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| Imagem: EFE/Mário Ruiz |
RESUMO
Primeiro Tempo:
7 minutos - Francisco Silva tem a primeira chance do jogo, a bola passou bem perto do gol de Romero.
8 minutos – em boa jogada de Messi, Di Maria recebe o passe e bate por cima do gol.
10 minutos – No escanteio, Felipe Gutiérrez sobe entre os zagueiros e abre o placar para o Chile. 1 a 0.
19 minutos – Erro na saída de bola do Chile, Agüero infiltra na área, e a bola sobra para Di Maria bater bonito, com curva, sem chances para Bravo. 1 a 1.
24 minutos – Numa cobrança de falta que parecia não dar em nada, a bola sobra pra Messi, dentro da área, Isla tenta tirar a bola do camisa 10 e dá assistência para Mercado fazer o segundo gol. 2 a 1 pra Argentina.
32 minutos - Em cobrança de escanteio, Orellana mergulha de cabeça na área, bola bate na zaga e volta. Caído, consegue concluir, mas de novo é travado.
47 minutos - Em cobrança de falta pela direita, na intermediária ofensiva, a zaga da Argentina titubeia novamente no corte, e Felipe Gutiérrez chuta pela esquerda, de primeira, perto do ângulo oposto de Romero.
Segundo Tempo:
7 minutos - Beausejour entra na área pela esquerda e toca para Alexis Sánchez no meio. O atacante domina e toca por cima de Sergio Romero, a bola passa perto da trave.
14 minutos – Orellana chuta forte de fora da área, mas Romero faz boa defesa mandando pra escanteio.
19 minutos - Agüero recebe de Messi dentro da área, pela esquerda, corta o zagueiro e chuta no canto oposto, mas a bola sai, levou perigo.
30 minutos – Zaga da Argentina afasta mal a bola, Francisco Silva pega de primeira e a bola passa raspando a trave de Romero.
32 minutos – Em arrancada, Di Maria entra na área chilena, mas finaliza por cima do gol.
45 minutos - Alexis Sánchez cobra falta na meia lua, com efeito, por cima da barreira, mas a bola sobe demais e passa acima do ângulo.
NA TÁTICA
O Chile, com um time cheio de desfalques, e tendo que substituir mais dois jogadores por lesão muscular ainda no primeiro tempo, começou o primeiro tempo arrasador, povoando o meio-campo com seu esquema 4-5-1, e pressionando a Argentina na saída de bola. Conseguiu um escanteio e, no ponto fraco dos Hermanos – a bola aérea – conseguiu abrir o placar. E parecia que iria tomar pra si o jogo...
A Argentina, que também tinha seus desfalques, dentre eles um significativo, Mascherano, dono do sistema defensivo; em seus primeiros 10 minutos não jogou. O 4-3-3 que Tata Martino montou parecia que não iria funcionar. Até ali nem Messi tinha aparecido... Mas depois de do gol os argentinos acordaram, apareceu Messi, Di Maria, Agüero e até o Mercado. O jogo melhorou com a melhora da seleção argentina. Di Maria fez um pra empatar, num belíssimo chute; e na raça – principal característica da Argentina desde sempre – Mercado fez o segundo em jogada de insistência de Messi. Depois da virada o Chile reascendeu e levou perigo.
No segundo tempo, o Chile veio disposto a, pelo menos, empatar a partida. Orellana voltou para o jogo mais solto, articulando as jogadas – uma vez que o Chile não tinha nenhum jogador titular no meio-campo – e dando trabalho para a defesa da Argentina. Na verdade, quem quis jogo, quem buscou o gol em todo o segundo tempo foi apenas a equipe chilena. Depois da entrada de Pinilla – aquele do travessão do Mineirão, o que podia ter evitado o 7 a 1 – deu força ao ataque, que teve Alexis Sánchez apagado.
Argentina, apesar de ter grandes jogadores e elenco melhor que o Chile, voltou para a segunda etapa satisfeito com o placar. Tata Martino não deu variação ao esquema; colocou Higuaín, Lavezzi e foi mais do mesmo: contra-ataque. Apesar de Messi assumir a função de criação da seleção, a bola pouco passava no pé do craque na segunda etapa, todos queriam pegar a bola e partir para o ataque. O time argentino esteve mais próximo de levar o empate do que de fazer o terceiro gol. Esquema engessado, confuso e de pouca eficiência.
DESTAQUES
No Chile, Medel. O zagueiro compensa sua falta de habilidade com muita força e vontade, às vezes força demais. Mas foi seguro, e, principalmente no segundo tempo, não deixou passar nada,
Pela Argentina, Otamendi. O zagueiro, que ao contrário de Medel, tem muita técnica e a usou para sair de situações difíceis no jogo, uma vez que o Chile pressionou muito.
POLÊMICA
A seleção argentina voltou do vestiário minutos depois do tempo permitido no intervalo. Esse é mais um exemplo de que, aqui no futebol da América do Sul, tudo pode. Hoje foi a Argentina, mas já foi a Colômbia, o Uruguai, o Equador, o Brasil... E a punição que deveria aplicada, não acontece.
Para a Argentina, a segunda vitória consecutiva nas eliminatórias. Para o Chile, a segunda derrota.
Tata Martino respira aliviado depois de um início horroroso. Com 8 pontos, a Argentina ocupa a quarta colocação na Eliminatória – pelo menos até o fim da rodada – e pode melhorar a situação, pega a Bolívia na próxima rodada, jogo em tese fácil... Em tese. O problema da seleção argentina é a falta de jogo coletivo somado a um esquema tático que espera que Messi resolva tudo. Tata mexe pouco no time, e quando mexe, mexe mal – vide a saída do Di Maria para a entrada de Lavezzi, que atua no grande e disputado futebol chinês.
O Chile é uma boa equipe, conseguiu pressionar a Argentina mesmo sem todo o seu meio de campo titular – o melhor setor chileno. Juan Antonio Pizzi, fez sua estreia em La Roja com uma derrota. Nada que preocupe, afinal, ele só está à frente da seleção há 48 dias, não teve tempo pra nada. E tem um bom elenco, atual campeão da Copa América e com grandes valores como Vidal.
Argentina e Chile voltam a se encontrar ainda este ano, a abertura da Copa América Centenária, partida válida pelo grupo D da competição. Tanto Tata como Pizzi têm ajustes a serem feitos, um mais que o outro.

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