quarta-feira, 9 de março de 2016

Jogos que eu vi - Palmeiras 1 x 2 Nacional-URU

Foto: Marcos Ribolli

RESUMO
Aos 5 minutos, Dudu chuta cruzado, o goleiro solta a bola, mas o árbitro parou a jogada marcando impedimento. Aos 7, em falta cobrada em direção ao gol do Nacional, o volante Romero desvia a bola e quase marca contra. Aos 23, Cristaldo finaliza e Conde rebate, a bola cai nos pés de Dudu que manda por cima do gol. Aos 31, em enfiada de bola, Gabriel Jesus invade a área mas chuta fraco para defesa de Conde. Aos 35 minutos, num bate-rebate na área, López, sozinho, manda de calcanhar e a bola vai na trave; primeira chegada efetiva do time uruguaio. Aos 37, em jogada do lateral Fucile, a bola vai pra área e Thiago Martins tira parcialmente, a bola cai no pé de López que, com muita calma, abre o placar para o Nacional, 1 a 0. Aos 40, Barcia recebe lançamento, com erro da defesa do Palmeiras, e sozinho com o Prass fez o segundo pro Nacional, 2 a 0. Aos 48, em boa jogada do Palmeiras na entrada da área, a bola sobra pra Gabriel Jesus, que com calma e habilidade, tira o goleiro e o marcador pra fazer o primeiro do Porco, 2 a 1.
Na segunda etapa, aos 9 minutos, Vitorino cobra boa falta para defesa de Prass. Aos 10, cruzamento bom, na cabeça de Victor Hugo, que cabeceia pra fora. Aos 21 minutos, em escanteio, Vitor Hugo teve mais uma chance, de cabeça, mas mandou nas mãos do goleiro. Aos 31, Robinho recebe a bola e chuta forte de fora da área, o goleiro Conde defende com os pés. Aos 44 minutos, em mais uma bola levantada, Vitor Hugo mais uma vez cabeceia a bola nas mãos de Conde. Aos 49 minutos, na última chance, a bola sobrou pra ele, sozinho, finalizar no travessão.

NA TÁTICA
No primeiro tempo, o Palmeiras de Marcelo Oliveira - mas dirigido hoje pelo auxiliar Tico dos Santos, devido a suspensão do Marcelo - veio com uma formação bem ofensiva, num 4-3-3 que vê em Gabriel Jesus o seu ponto de desequilíbrio. O Nacional, fora de casa, vem comedido, no tradicionalíssimo 4-4-2, com um jogo que depende de Kevin Ramírez e Leandro Barcia.
O Palmeiras começou, como esperado, comandando o jogo, com a pose de bola e trocando muitos passes; mas esses passe são mais na linha defensiva do que ofensiva. O Nacional marca adiantado e tem uma linha defensiva fixa, o laterais pouco saem.
O sistema defensivo do Palmeiras falhou em alguns lances, o que proporcionou, em seu erro, os gols do Nacional. O primeiro foi falha no corte da jogada, a bola sobrou pra López aparecer só e marcar. O sehundo gol foi um erro de conjunto, o posicionamento da defesa - que marcava a bola e não os jogadores - estava errado, deixando o Barcia em posição legal e sozinho com Fernando Prass pra fazer o segundo. Com dois gols, o posicionamento do Nacional - que não era dos mais ofensivos - ficou de vez na defesa, o que chamou o Palmeiras ainda mais pro seu campo, pra sofrer pressão. Dessa pressão veio a expulsão do Fucile e o gol do menino Gabriel Jesus, pra colocar o Alviverde no jogo novamente.
No segundo tempo, ficou mais claro o jogo de ataque contra defesa. O Palmeiras pressionou o quanto pôde, principalmente com a entrada de Allione no lugar de Jean, que fez um partida apagada. A partir da mudança, Dudu ficou centralizado, deixando o Robinho pelas pontas. As entradas de Egídio e Alexsandro colocaram o Verdão de vez no ataque. Zé Roberto foi para o meio de campo, Alecsando fixo na área. Thiago Santos ficou fixo, quase como um terceiro zagueiro, uma vez que o Egídio é muito mais ofensivo que defensivo.
O Nacional, desde a expulsão de Fucile, ficou sem ataque pela direita. O Técnico Gustavo Múnua tentou, durante o segundo tempo, equilibrar as ações por aquele lado.
O palmeiras chegou a ter 85% da posse de bola, o time se manteve totalmente no ataque, mas de forma desorganizada. Dudu tentando resolver sozinho, e muitos cruzamentos sem eficácia. A ansiedade foi o fator que muito atrapalhou o time paulista. Foi a derrota da bobeira.

DESTAQUES
O zagueiro Victorino, ex-Cruzeiro e ex-Palmeiras, veterano e não aproveitado pelo Verdão, foi um dos destaques do jogo. Firme, leal e sem errar, segurou bem o ataque do Palmeiras. Mostrou toda a sua experiência e calma para comanda a defesa uruguaia.
Ramírez, o meio-campista do Nacional, também foi fundamental na vitória. Foi a válvula de escape para todos os contra-atques.

POLÊMICA
Léo Gamalho, que acabara de entrar, foi expulso num lance que, no máximo, merecia um cartão amarelo. A arbitragem na Libertadores, todos sabem, é extremamente caseira. Hoje, na Arena, não foi diferente.



No Grupo 2 da Libertadores, onde estão Palmeiras e Nacional, ainda está tudo aberto. Mas para a equipe brasileira, os resultados terão que ser conquistados fora de casa, em confrontos complicados e sob-pressão. O Palmeiras não jogou mal, o problema foi a desorganização, foi a falta de capricho na armação, naquele último passe. Não adianta colocar 2, 3, 4 atacantes e a bola não chegar a eles. O time jogou bem, teve uma posse de bola avassaladora, finalizou mais, Mas jogar bem não ganha jogo, posse de bola não representa o resultado final e as finalizações precisam ser eficazes. Nada disso aconteceu!
A classificação do Nacional está encaminhada, precisa vencer o Palmeiras em casa pra ficar ainda mais isolado na liderança do grupo.
Marcelo Oliveira, bom técnico, corre sérios riscos de perder o emprego no decorrer da semana. A conferir...

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