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Lisca não comanda mais o Ceará. O técnico não resistiu a uma sequência de maus resultados, e também ao fato de não ganhar o maior rival nas duas vezes que o enfrentou em 2016. A diretoria do Alvinegro comunicou a saída do técnico em nota oficial no site do clube, diz a nota: “[...] A Diretoria Executiva do Mais Querido agradece o trabalho realizado pelo treinador e valoriza a passagem de Lisca pelo Vozão, afinal o seu aproveitamento na Série B de 2015 foi bem positivo para ajudar o clube a permanecer na Segundona [...]”.
O técnico Luiz Carlos Cirne Lima de Lorenzi, o Lisca Doido, chegou ao Ceará Sporting Club no início do mês de outubro de 2015, com uma missão ingrata: salvar o Vovô da terceira divisão. À época, o time de Porangabuçu amargava a lanterna da série B, e, estatisticamente, tinha mais 90% de chances de ser rebaixado – a gente sabe que os números, as estatísticas e a tradição não entram em campo, para o bem do futebol -, mesmo assim, Lisca aceitou o desafio, assumiu o Alvinegro e, com bom futebol, conseguiu manter o Vozão na segunda divisão do futebol brasileiro.
Para a temporada 2016, com a montagem de elenco feita pelo próprio Lisca, esperava-se uma equipe de futebol vistoso, ou pelo menos resquícios daquela equipe aguerrida e disciplinada do ano anterior, o que de fato não aconteceu. O aproveitamento de Lisca não foi ruim, pelo contrário, ele deixa o Alvinegro cearense com 19 jogos; sendo 12 vitórias, 4 empates e apenas 3 derrotas no ano nesta temporada, um aproveitamento de 70%.
Com um aproveitamento tão alto, qual a razão para a saída do treinador? Ele perdeu quando não podia perder – numa reta decisiva de campeonato Cearense, o que pode tirar do Ceará, além do título estadual, uma vaga na Copa do Nordeste 2017. Prejudicando o planejamento financeiro do clube –, e não conseguiu vencer quem a torcida mais quer: o arquirrival Fortaleza. Os últimos resultados do técnico a frente do Ceará, tendo que torcer por uma combinação de resultados para conseguir a classificação para a semifinal do Cearense. O Ceará ocupa a 3ª posição – num grupo com apenas três times – e precisa torcer para o maior rival para uma possível classificação – sendo que dois dos três times passam, um rendimento muito abaixo do esperado.
A equipe de Porangabuçu, de fato, não teve um padrão de jogo até aqui, abusou das laterais do campo, com pouca criação e um poder ofensivo pouco eficiente, e as contratações, muitas delas indicadas por Lisca, não vingaram. O Ceará teve dificuldade sempre que pegou times organizados, principalmente taticamente, porque tem pouca capacidade de criação, o que dificultava jogar e vencer tais equipes. Todos esses fatores pesaram ainda mais ontem, quando o Ceará empatou com Fortaleza, passando a depender de uma combinação de resultados para classificação. Para a diretoria do Alvinegro foi a gota d’água, anunciando há pouco sua saída.
Aguarda-se, agora, o anuncio do novo comandante, que deve ser feito o mais rápido possível, porque o time tá em momento decisivo no Cearense e na Copa do Nordeste. A expectativa é que até o fim de semana já haja um novo comandante em Porangabuçu.

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